A enfermeira Amanda Marinho Nascimento, de 29 anos, morreu na última quinta-feira (22) durante sua lua de mel em Portugal, após uma reação alérgica a um pedaço de lula empanada. Segundo o relato do marido, ela começou a apresentar manchas e inchaços na pele cerca de duas horas após a refeição. Amanda foi levada ao hospital com dificuldade para respirar e não resistiu.Em entrevista ao Jornal da Record News, a coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), Jackeline Motta Franco, explica que a enfermeira teve uma reação anafilática, a mais grave no contexto das alergias mediadas por IgE (Imunoglobulina E). Ela ocorre quando o organismo passa a reconhecer o alimento como uma proteína estranha e reage a ele de maneiras adversas. Apesar de existirem medicamentos para o tratamento emergencial de reações do tipo, a médica recomenda que se evite não só o consumo dos alimentos alérgenos, mas também o risco de contaminação cruzada. “Muitas vezes, para um alérgico, o camarão muito sensível, um contato cruzado, que é a transferência de um alimento de forma indesejada de um prato para outro ou de uma superfície manipuladora de alimentos, pode ser o suficiente para desencadear uma reação”, destaca.Como forma de proteção àqueles que têm algum tipo de alergia, Jackeline defende a disponibilização de canetas autoinjetoras de adrenalina pelo SUS (Sistema Único de Saúde). “Isso, inclusive, é um desejo da Sociedade Brasileira de Alergia, que vem lutando para que isso se concretize.” A alergista lembra que é possível adquirir o medicamento por meio de importadoras, mas que o custo elevado limita o porte para muitos pacientes. Ela conclui o apelo ao reforçar que “muitas vezes, um pequeno descuido pode significar a morte”. Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!






