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Bernardo Mello Franco

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Douglas Ruas é alvo de apuração por suspeita de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa; eleito diz que procedimento será arquivado por falta de provas
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O candidato do PL ao governo do Rio, Douglas Ruas, em Brasília — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
A confirmação da vitória de Douglas Ruas (PL) em primeiro turno, a ser declarada pelo Tribunal Superior Eleitoral, lança o Rio de Janeiro numa situação inédita.
Depois de ter cinco ex-governadores presos, o estado terá um novo governador investigado antes mesmo de tomar posse.
Ruas é alvo de um procedimento que apura a suposta prática de crimes licitatórios, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação foi aberta em 17 de julho pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, como noticiou o colunista Lauro Jardim. O caso tramita em sigilo no Tribunal de Justiça, sob relatoria do desembargador Carlos Santos de Oliveira.
O procedimento foi aberto para apurar suspeitas de conflito de interesses e enriquecimento ilícito em negócios que envolvem o governo Cláudio Castro Prefeitura de São Gonçalo, chefiada por Capitão Nelson (PL), pai do governador eleito.
Ao G1, Ruas negou irregularidades e disse que o MP já arquivou outra investigação "porque verificou se tratar de fatos inverídicos". "E tenho certeza de que esse outro procedimento aberto terá o mesmo desfecho", defendeu-se.
"Em breve será arquivado porque vai se chegar à conclusão de que se trata de mentiras e ataques da velha política a minha candidatura a governador”, acrescentou.
Ao ser diplomado governador, Ruas passará a ter foro privilegiado. Isso significa que a investigação deverá ser deslocada do Tribunal de Justiça, no Rio, para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
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