Igor Gadelha

Interlocutores de Lula procuraram ministros do TSE para aferir se proposta de bloquear canais de WhatsApp 48h antes da eleição avançaria

Igor Gadelha

21/10/2026 15:13, atualizado 21/10/2026 15:16

Felipe Menezes/Metrópoles

Auxiliares do presidente Lula procuraram ministros do TSE na quarta-feira (21/10), após vir à tona uma proposta de bloqueio de canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores ao segundo turno.

Segundo apurou a coluna, ministros do governo e integrantes da campanha de Lula procuraram ao menos dois magistrados da Corte Eleitoral: o atual presidente do tribunal, Nunes Marques, e Floriano Marques.

3 imagens

1 de 3

Presidente do TSE disse que o resultado está dentro do esperado
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
2 de 3
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
3 de 3
Presidente Lula durante sabatina no Jornal Nacional
Reprodução/TV Globo
Nas conversas, os auxiliares de Lula tentaram aferir a possibilidade de a proposta de bloqueio dos canais avançar. Como resposta, ouviram que a ideia não será submetida à votação no plenário do TSE antes da votação.
Nunes Marques, segundo relatos, disse a interlocutores de Lula que não concordava com a mudança de regras durante o fogo e que o eventual veto aos canais de WhatsApp agora poderia ferir o princípio da normalidade.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha
Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha
Frequência de envio: Diário
Ver todas
Ver todas as newsletters
Mendonça diz que ideia foi coletiva
Em nota oficial, o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, afirmou que a proposta foi discutida por todos os integrantes do tribunal em duas reuniões: uma na sexta-feira (16) e outra na terça-feira (20).
“Nessas reuniões, houve consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto. Por decisão conjunta, ficou a cargo do ministro André Mendonça elaborar o texto, que seria submetido à avaliação e à deliberação de todos”, disse Mendonça.
O ministro afirmou que, por “tradição”, cabe ao vice-presidente do TSE redigir os atos normativos que o colegiado vai apreciar e fez questão de ressaltar que a minuta não era uma iniciativa individual.
Por volta das 14h da quarta-feira (21/10), Mendonça informou à coluna que a proposta não seria mais analisada pelo plenário do TSE. Segundo ele, o presidente da Corte teria avisado os ministros da decisão.


