O velório de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, encontrada morta e enterrada em uma área rural de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, terá duração de apenas 30 minutos nesta sexta-feira (23). A cerimônia será realizada entre 16h30 e 17h, no Cemitério Municipal de Jaboticatubas. O tempo reduzido está relacionado às condições em que o corpo da jovem foi encontrado.Segundo Maxuel, irmão da vítima, o corpo estava em estado avançado de decomposição e havia sido utilizado um grande volume de soda cáustica, o que impossibilitou a realização da tanatopraxia, procedimento utilizado para conservar e preparar o corpo para o velório.Beatriz estava desaparecida havia cerca de duas semanas. O corpo foi localizado na quarta-feira (21), após investigações da Polícia Civil. O ex-namorado da jovem, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual companheira dele, Carla Luiza da Silva, de 23, foram presos suspeitos de envolvimento no crime.Na quinta-feira (22), a Justiça converteu as prisões em flagrante dos dois investigados em preventivas, após audiência de custódia realizada na Vara Única da Comarca de Jaboticatubas.Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, estava desaparecida havia aproximadamente duas semanas quando o corpo foi encontrado. As investigações da Polícia Civil apontaram para o possível envolvimento do ex-namorado da vítima, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e da atual namorada dele, Carla Luiza da Silva, de 23.Uma das circunstâncias investigadas é o momento em que Beatriz teria sido buscada em um bar, além da identificação do veículo utilizado e das pessoas que estavam presentes. Esses pontos ainda são alvo de apuração.Na tarde de quarta-feira (21), policiais civis da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida localizaram o corpo de Beatriz enterrado em uma área rural de Jaboticatubas.A perícia oficial foi acionada para realizar os levantamentos necessários. Segundo informações repassadas pela família, o corpo estava em estado avançado de decomposição e havia sido utilizado um grande volume de soda cáustica.Após a localização, as equipes policiais deram continuidade às diligências para esclarecer as circunstâncias da morte e responsabilizar os envolvidos.Samuel e Carla foram presos em flagrante, suspeitos de participação no crime.Na quinta-feira (22), Samuel e Carla passaram por audiência de custódia, realizada por videoconferência, na Vara Única da Comarca de Jaboticatubas.O juiz Rodrigo Fernando Di Gioia Colosimo decidiu converter as prisões em flagrante em preventivas, mantendo os dois investigados detidos.Durante a audiência, a defesa de Samuel solicitou o relaxamento da prisão e, alternativamente, a concessão de liberdade provisória, mediante fiança e medidas cautelares. O pedido foi rejeitado pelo magistrado.A Justiça também determinou o recolhimento dos celulares dos investigados e a realização de perícia integral nos aparelhos. A análise deverá abranger chamadas telefônicas, mensagens, arquivos de mídia e conteúdos armazenados em nuvem.Outra determinação foi a realização, com urgência máxima, dos laudos de necropsia, dos exames periciais no local do crime e da análise dos materiais apreendidos durante as investigações.O veículo suspeito de ter sido utilizado no crime também deverá ser alvo de busca e apreensão, com restrição judicial de circulação, para passar por perícia técnica em busca de vestígios que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.O Ministério Público foi acionado para se manifestar sobre o caso.Em nota divulgada na quinta-feira (22), a defesa de Carla Luiza da Silva afirmou que a investigada é inocente e que nunca teve qualquer desentendimento com Beatriz.Os advogados também questionaram pontos da investigação, como a identificação do veículo supostamente utilizado, o número de pessoas envolvidas e a informação de que uma mulher estaria dentro do automóvel no momento em que Beatriz foi buscada no bar.Ainda segundo a defesa, Carla mantém um relacionamento com Samuel há aproximadamente dois anos. Durante esse período, os dois teriam ficado separados por cerca de 30 dias, quando ambos se relacionaram com outras pessoas, antes de reatarem o namoro.A defesa afirmou ainda que Carla nunca presenciou comportamentos agressivos por parte de Samuel e que não acredita que ele seja capaz de praticar os fatos investigados.Os advogados ressaltaram a necessidade de aprofundamento das investigações e defenderam que as conclusões sejam fundamentadas em provas, respeitando a presunção de inocência e o direito à ampla defesa.Nesta sexta-feira (23), familiares e amigos poderão se despedir de Beatriz durante uma cerimônia de apenas meia hora, das 16h30 às 17h, no Cemitério Municipal de Jaboticatubas.De acordo com o irmão da vítima, o tempo reduzido foi necessário devido ao estado de conservação do corpo, que impossibilitou a realização da tanatopraxia.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












