A norte-americana Tia Bee Stokes, de 46 anos, de Utah, nos EUA, apresentava sintomas de uma gripe forte, como tosse e mal-estar, logo após dar à luz seu quinto filho. Meses depois foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda, um câncer agressivo e de crescimento rápido.Com a doença, ela viu seu convívio familiar mudar completamente, principalmente com sua filha recém-nascida. Na época ela tinha 40 anos, e seus sintomas só pioraram nos meses seguintes, enquanto cuidava de Rose. Leia também São PauloJovem com leucemia morre à espera de remédio já incorporado ao SUS BrasilAmigas com leucemia morrem no mesmo dia com 1 hora de diferença Saúde“Leucemia não é uma sentença de morte”, diz jovem após 10 anos curada Fábia OliveiraEm remissão da leucemia, Fabiana Justus detalha quimio: “Mais leve” Ela acordava suando no meio da noite, tinha perda de apetite e dores de cabeça latejantes. Por conta disso, passou a ser uma pessoa diferente do que era antes com o marido e os filhos. Mas não entendia o que estava acontecendo.“Perdi muita coisa, pois tudo o que eu podia fazer era ficar deitada no sofá abraçada ao meu bebê enquanto lutava pela minha vida”, disse Tia ao The Sun.Antes do câncer, Tia era dançarina profissional, administrava dois estúdios e era uma mãe ativa. Além disso, costumava realizar trabalhos sociais para arrecadar fundos para pessoas com câncer.Após o diagnóstico em abril de 2020, período em que o mundo passava pela pandemia da Covid-19, os médicos disseram para a família dela que seria improvável que ela saísse viva do hospital.A partir daí, a norte-americana iniciou uma longa jornada de tratamento: nove meses no hospital e mais dois como paciente ambulatorial.Distanciamento da família devido ao tratamentoMesmo tendo de conviver com as dificuldades de cada etapa do tratamento, para Tia a parte mais difícil foi ter que ficar distante de Rose, que era apenas um bebê. Quando voltou para casa, a filha não a reconheceu.“Ela se recusava a me chamar de mãe porque não me conhecia dessa forma. Tratava-se de conquistar a confiança da minha própria filha e criar um vínculo com ela – começando como uma estranha”, conta.A americana lembra que lutar contra o câncer não foi a pior parte, pois seus filhos tiveram que aprender a se criar sozinhos, já que seu marido trabalhava muito para garantir as despesas de casa.Desafios do tratamento e a depressãoA confirmação da doença ocorreu após um hemograma apontar uma alteração severa nos glóbulos brancos de Tia, com exames em níveis tão críticos que impressionaram os médicos.Com o início da quimioterapia, ela enfrentou complicações graves — como perda da fala e da mobilidade, insuficiência renal e pneumonia —, além de um quadro de depressão profunda motivado pelo isolamento e pelo afastamento da família.“Eu estava completamente sozinha lá dentro, perdendo tudo o que era importante para mim”, relata.Transplante de medula devolveu sua vidaTia passou por um transplante de medula óssea, em dezembro de 2020. 100 dias depois ela recebeu a notícia de que o câncer estava em remissão.Durante todo o período de recuperação, ela permaneceu em casa, sob monitoramento.Após seis anos, considerada fora de perigo, agora Tia faz um esforço para retomar a rotina e recuperar o tempo perdido com sua família.“Estou muito próxima dos meus filhos novamente, mas levou anos para chegarmos a esse ponto”, conclui.Fechar modal.1 de 1Tia com o marido e os filhos, anos após a cura da leucemiaReprodução/redes sociais










