Zamir José Teixeira (Palmeira, 18 de junho de 1942) é um empresário, administrador e político brasileiro. Foi vereador por três mandatos seguidos em Campo Mourão (centro-oeste do Paraná), suplente de Senador pelo estado do Acre 1986-1990, além de ter sido um dos candidatos a Presidência da República na histórica eleição de 1989.
Biografia Filho de Manoel Victor Teixeira e Odete Mansani Teixeira, fez seu curso primário em sua cidade natal, vindo a morar aos 6 anos, primeiramente em Mamborê e depois Campo Mourão em definitivo. Seu pai era dedicado ao ramo de madeiras, proprietário da Serraria Laranjal. Concluiu o primário no Ginásio Campo Mourão, em 1952 retornou a sua cidade natal para concluir o curso ginasial. Na adolescência iniciou a vida profissional na empresa de seu pai.
Ingresso na política local
Entrou cedo na vida publica, em 1963, aos 21 anos disputou e foi eleito para o cargo de vereador pelo então PDC obtendo 401 votos – 4o geral do partido. Zamir foi reeleito outras duas vezes como vereador, em 1969 (segundo mais votado, 1073 votos) e posteriormente em 1972 (foi o terceiro na tabela geral, 1319 votos) estes, já pela ARENA. Quando vereador, Zamir era "piolho" da Prefeitura. Visitava todas as secretarias e departamentos quase que diariamente e especulava sobre as obras, serviços, agenda de trabalho, etc e etc. Munido destas informações elaborava projetos e requerimentos de benfeitorias para a comunidade, como se as ideias fossem suas, e os submetia a votação do plenário que, indubitavelmente, os aprovava. É evidente que todas as obras 'requeridas' por ele foram realizadas visto que já estavam programadas e orçadas pelo prefeito.
Mudança, obras e candidatura ao Senado Nos anos 1970 e 1980, a região Norte do Brasil — especialmente estados como Acre e Rondônia — passava por um forte período de expansão de fronteiras agrícolas, atração de investimentos e colonização incentivada, neste contexto em 1975, aportou na capital do Acre aos 33 anos, estabelecendo-se como empresário e investidor, a principio para trabalhar com máquinas para olarias. No início dos anos 80 o mercado da borracha entrou em declínio provocando desemprego e, sem alimento, o povo da floresta e os trabalhadores dos seringais migraram para as cidades, principalmente para a capital, a busca pela sobrevivência estava degradando a vida do acreano foi quando em um ato de solidariedade Zamir passou a cadastrar as pessoas necessitadas e a distribuir alimentos com a ajuda de empresários paulistanos, surgiu aí a Fundação Dois Irmãos Acreanos, ação que teve repercussão estadual. ‘Caminhões carregados em estrada de terra e embarcados em balsas enfrentavam toda espécie de dificuldade: chuvas, a lama e os rios cheios ou vazios demais que impediam o transporte.’ O Jornal local ‘Repiquete’ de Março de 1985, destacou projeto social entre outras iniciativas de Zamir: Toda manhã as calçadas da Fundação Dois Irmãos Acreanos, na rua Rio Grande do Sul, esquina com a rua Piauí, ficam apinhadas de mulheres carentes com filhos, para receber doações da entidade beneficente que, segundo seu presidente, Zamir José Teixeira, já possui 2.500 filiados no Acre. A meta é atingir 20 mil famílias. Cada pessoa inscrita não paga nada: faz ficha, e tem direito a receber leite em pó de gado ou de soja, desde que seja comprovadamente carente. Os pobres são o público dessa entidade particular que possui sede em Brasília e Rio Branco. As mães, gestantes e com filho recém-nascido recebem além do leite — a Fundação pretende instalar uma "vaca mecânica" para atender sua clientela — roupas e medicamentos, com orientação de alguns pediatras não identificados. "Alguns hospitais estão nos ajudando. Mas preferem ficar por enquanto no anonimato", diz Zamir Teixeira. Trabalhou financiando obras como a réplica da Estátua do Cristo Redentor do RJ, chamada pelo mesmo de ‘Casa do Cristo’ e pelo povo como ‘Cristo do Zamir’ que fica em Rio Branco entre as esquinas das Ruas Rio Grande do Sul e Piauí. No pedestal da estátua está escrito, à esquerda: "Não se instale no Atlântico - Instale-se no Pacífico" e, á direita, a frase: "Grupo Kennedy-Onassis - duas décadas no Acre". Também instalou a Usina da Alcobrás, agora revitalizada e voltada a produção de etanol, rebatizada como Álcool Verde. Na politica, disputou as eleições estaduais de 1986, sendo um dos três candidatos do PMDB ao Senado Federal, graças ao mecanismo da sublegenda. Nesse pleito, cada estado iria eleger duas pessoas e para maximizar as chances, os partidos lançavam vários candidatos para a mesma vaga (as chamadas sublegendas). No final, somavam-se os votos de todos os candidatos do mesmo partido para ver qual sigla ganhava a vaga, e o candidato mais votado daquele partido ficava com a cadeira. Zamir teve uma votação expressiva conquistando 21.782 votos (cerca de 11,82% do eleitorado do estado). No final, o PMDB teve votos somados suficientes para conquistar as duas vagas do Acre. E quem ficou com elas foram os dois mais votados da bancada principal do partido: Nabor Júnior e Aluízio Bezerra. O candidato do PDS Jorge Kalume mesmo com 23.360 votos (cerca de 12,68%) e segundo lugar geral não foi eleito e Zamir ficou como Suplente de Nabor.
Candidatura à Presidência da República e novamente ao Senado Na primeira eleição direta para Presidente da República desde 1960 trazia como contexto o fracasso do Plano Cruzado e a hiperinflação, que corroía salários diariamente, o que gerava um forte desejo de mudança. Ao mesmo tempo, o país respirava o clima da recém-promulgada Constituição de 1988, que garantia a participação popular e o direito ao voto. Numa eleição com um número recorde de candidatos: 22 ao todo em 1989, Zamir concorreu pelo PCN (Partido Comunitário Nacional), uma sigla pequena que ele mesmo ajudou a articular. Como candidato a vice-presidente o partido apresentou o nome de William Pereira, presidente nacional da agremiação. O partido obteve recursos e espaço na propaganda eleitoral gratuita em nível nacional. Na época, o programa com pouco tempo de duração chamou a atenção na TV por ter uma narrativa curiosa que dizia 'Vote Zamir - Do Acre à Santa Catarina'.. (deixando de fora o Rio Grande do Sul, de onde, por ironia o fundador era nascido), o que gerou brincadeiras e especulações sobre separatismos. No transcorrer da campanha eleitoral, Zamir Teixeira ofereceu publicamente a legenda do PCN para que o empresário e apresentador de TV Sílvio Santos se lançasse na disputa presidencial. Sílvio Santos, poucos dias antes da realização do pleito, preferiu fechar acordo com outra pequena legenda que disputava a eleição, o Partido Municipalista Brasileiro (PMB), mas sua candidatura acabou impugnada pelo TSE. Zamir Teixeira obteve 187.155 votos (0,23% do total), ficando na 15a posição entre os 21 concorrentes. Em 1990, sofreu acusação do Senador Nabor Junior e posteriormente foi novamente candidato ao Senado pelo Acre, agora pelo PRN, terminando na quarta colocação geral, com 11,53% dos votos totais (12.696). Referência Wikipédia 2
Questões empresariais e outras citações Zamir é sócio administrador de 6 empresas — do qual 5 ativas sendo a mais relevante a Mineração Kennedy Onassis (MKO) porém já afirmou ter 12 CNPJs em entrevista. Como Presidente da mineradora MKO, com sede em Curitiba, Zamir assinou em 2004, contrato de exportação de minérios para a China, e continua intermediando acordo entre os governos do Brasil, China e Peru para construção de uma ferrovia que ligara o Acre ao Peru. Ele cobra essa estrada de ferro desde 1991 quando apresentou projeto ao então presidente Collor de Mello. Em 2011 os portais Correio Braziliense e Estado de Minas noticiaram que a Mineração Kennedy Onassis (MKO), detentora de direitos de pesquisa e lavra de minério de ferro em Minas Gerais e Goiás, denunciou ao gabinete da Presidência da República, à Procuradoria Geral da União e à Secretaria Especial de Portos que estava sendo impedida de exportar a matéria-prima a um cliente chinês pelo terminal do Porto de Sepetiba, em Itaguaí, no Rio de Janeiro, arrendado à Companhia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS), da Vale. O contrato de exportação de 43 milhões de toneladas de minério num período de três anos havia sido assinado no começo de 2004, quando a MKO solicitou a operação portuária à Companhia Docas do Rio de Janeiro, responsável pela gestão do porto. O presidente da MKO, Zamir José Teixeira, argumentou que, impossibilitada de embarcar os volumes de minério contratados, hoje avaliados pela empresa em US$ 6,4 bilhões com base numa cotação de US$ 150 por tonelada de minério de ferro, a mineradora, criada essencialmente para o negócio da exportação, perdeu a capacidade de manter suas atividades. “Deixamos de faturar nesses sete anos e não pudemos mais assumir contratos por falta de garantia do direito de embarcar em um porto que é público. Os arrendatários não cumpriram a obrigação de nos atender e houve omissão das autoridades”, afirma. Um dos principais argumentos da MKO está amparado em manifestações da própria Antaq em processo administrativo, determinando que a Companhia Docas do Rio estabelecesse à CPBS uma cota mínima de movimentação de carga de outras mineradoras, “garantindo condições de movimentação adequadas aos demais usuários”. Na Resolução 415, de 5 de abril de 2005, a Antaq menciona “as várias reclamações existentes de empresas de mineração sobre a negativa da Companhia Portuária da Baia de Sepetiba – CPBS, empresa controlada pela CVRD (atual Vale), em movimentar suas cargas de minérios para exportação”. Os pequenos mineradores não têm uma janela própria aberta à exportação e, por isso, dependem do espaço reservado nas áreas portuárias de empresas arrendatárias como a Vale.
Em 2013, Zamir falou sobre sua história com o Acre e o desejo de compartilhar a bênção do Papa com as famílias acreanas. Relatando o esforço e a dedicação para levar um pouco da terra do Acre, retirada da estátua ‘Casa do Cristo’ para ser abençoada pelo Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Zamir mudou-se para Brasília e hoje reside em Curitiba, no Paraná. Em 2021, o Portal ‘Impacto PR’ noticiou em setembro de 2021 que já estava em andamento projeto que Zamir articulou junto ao Senador Sérgio Petecão (PSD-AC) que propõe isentar de Imposto de Renda (IR) a remuneração de professores de todos os níveis. ‘Para Zamir Teixeira este projeto tem tudo para solucionar o problema educacional brasileiro através da intervenção pública dos senadores, e cabe ao poder público instrumentalizar mecanismos incentivadores de adesão ao magistério, aliviando os tributos dos mestres do Brasil e melhorando a remuneração da classe.’ O Projeto de Lei 3.018/2021 modifica a legislação do IR (Lei 7.713, de 1988) permitindo e beneficiando uma lista de isenções como os salários de professores na educação infantil, fundamental, média e superior, desde que em efetivo exercício. E que de acordo com a justificativa do projeto apresentado por Sergio Petecão, seguiriam sujeitos à tributação as remunerações e rendimentos gerados por outras atividades. Neste projeto o piso salarial do magistério estará acima da faixa de isenção do IR, de modo que mesmo os professores do ensino fundamental estão sujeitos ao recolhimento do imposto. Em 2022, o portal Hoje PR fez matéria sobre paranaenses que tentaram a Presidência da República.
Referências